Muitos fogos.
Uns de artifício, outros de verdade.
Queimaram o mato todinho.
Em vez de verde, agora é preto.
Uma pipa voa bem alto e, depois que avisto a primeira, já são dezenas dançando no céu.
Hoje é dia de festa.
Bolinho de bacalhau em muitas casas.
As famílias trabalham e celebram ao mesmo tempo.
Voltei ao corredor encantado e reencontrei os amigos.
Até o de quatro aprendeu a escrever “afeto” com pauzinhos de madeira.
Os sofás e a cortina novos chegaram.
A sala se ilumina das tonalidades recentes.
Um lugar é inaugurado.
As crianças ajudam a limpar mas sem querer molham a flanela.
A chave esquecida no portão dá entrada a outros menos presentes.
Hoje é dia de festa.
Roupas são estreadas.
A geladeira de um guarda a cerveja do outro.
Eu trouxe pudim.
Latinha, latinha. É a hora do gato comer.
Vai e vem, entra e sai.
Sandálias novas.
Feliz da vidá.

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